
Essa semana muito tenho ouvido falar sobre o aborto, suas causas e conseqüencias, se deve ser feito ou não... E confesso que diante de tanto que já presenciei sobre esse tema até hoje não tenho uma opinião formada a respeito...
A principio sou totalmente contra! Tenho repugnância a quem comete tal ato porque se acha muito novo, com a desculpa que ainda não se sente preparada, que tem de construir a vida pra oferecer um futuro digno para seus filhos... Todas essas desculpas esfarrapadas que um bom irresponsável diz...
Mas por outro me vem a questão de "quando afinal, começa a vida?"... em que situações se pode considerar o aborto como um caso valido? Em caso de estupro, bebês anecéfalos (sem cérebro), ou deficientes de alguma forma... seria justo acabar com a vida de um ser inocente, impossibilitado de auto defesa?
Eu como um estudante da área de medicina confesso que até hoje, busco uma resposta, não a luz da igreja, nem da sociedade, mas da incapacidade do ser humano de amar aquele que seu próprio ventre gerou...Afinal, qual o motivo de tanta crueldade?
Essa semana tive uma cura espiritual muito grande...
Sempre temos no coração, pessoas que não perdoamos por atitudes e faltas, e eu tenho uma pessoa que a um tempo atrás cometeu um aborto da forma mais cruel que poderia ter sido feito, aos em média 4 meses de gravidez... fiquei horrorizado, chocado, e minha vontade era de espancar aquela mulher que para se vingar de um ex-namorado, foi capaz de tirar a vida de seu próprio filho... Prometi a mim mesmo que se um dia esbarrasse com ela, um "fight" iria rolar...
Pois bem,uns dois anos s epassaram, e essa semana o encontro ocorreu... e adivinhem só quem novamente estava prenha de cinco meses?
"Aff!" foi o que pensei...Mas diferente da mulher que um dia vi irada amaldicioando o filho a cada dia que o carregou, encontrei uma mulher feliz pela nova gestação, correndo para me mostrar a ecografia, com brilho nos olhos e desejo de o quanto antes carregar seu mais novo pimpolho nos braços...
Ela não viu mas, depois que nos despedimos, chorei igual criança num banco que estava próximo ao nosso encontro...
E foi só nesse momento que compreendi que todo erro praticado, todo "pecado", toda infãmia, por mais tarde que seja reconhecida, tem um dia seu perdão e sua libertação.
Essa semana, aprendi a aceitar não só a experiência do próximo, como a não me culpar pelas minhas tbm...
E me veio a certeza de que meu lema é o mais dificil de se conjugar, mas que é "preciso amar realmente as pessoas, como se não houvesse amanhã"...
Queria ter amado mais, amado mais e julgado menos...










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